segunda-feira, 12 de maio de 2014

"Liberta o poeta que há em ti" II

Deixa-me sair

Deixa-me sair
Deixa-me fugir
Dessa mágoa
Dessa prisão
Liberta-me dessa dor
Liberta-me desse vazio
Quero ser livre e ver a luz
Quero estar Livre
Para que possa sorrir

Solta-me
Deixa-me sair
Tira-me dessa escuridão
Tira-me do teu coração
Tira-me desta treva
Deste lugar obscuro
Onde não existe ar
Onde estou a sufocar

Sinto-me preso
Pelo teu ódio
Pelo teu sofrimento

Solta-me
eu quero florescer

Larga-me
Para que eu possa correr
Larga-me
Para que eu pare de sofrer

Deixa-me fugir
O mundo
Espera por mim

Deixa-me sair
O universo
Não me quer ver dormir


E.N, 9ºA

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Os poetas da nossa escola libertaram-se...

Um dia um pássaro verde


Um dia um pássaro verde
Sobre meu ombro poisou
Tinha a cor da liberdade
E ao meu ouvido cantou

Canção melodiosa
Que me fez correr e saltar
Canção gloriosa
Como o som das ondas do mar

Mas depressa me apercebi
De uma tal ironia
Pássaro da liberdade
Estava preso em sua própria melodia

Por meu rosto caíam lágrimas de amargura
Se libertava minha angústia
Com esta verdade dura

A voar acabou por bater
Numa árvore branca e arqueada
Assim lhe foi roubada
Sua alma injustiçada

Acabou por voar
Até um ramo daquela árvore
Onde começou a cantar
Com uma voz muito suave
Estava livre



R.T., 9ºA

terça-feira, 8 de abril de 2014

Os livros da minha vida III: “Introdução geográfica à história de Portugal”/Orlando Ribeiro


Esta obra conjuga várias qualidades, aliando a capacidade de expressão e o sentido crítico.
A articulação de vários saberes cruza-se com o conhecimento direto do território, refutando teses e teorias interessantes, no entanto pouco sustentadas sobre a relação entre a geografia e a formação de Portugal.

Os livros da minha vida II: “Os Maias”/Eça de Queiroz


Este livro vive das suas personagens e de Lisboa, cenário das suas “vidas”.
http://purl.pt/271/1/iconografia/imagens/e3351p/e3351_p_3.jpg

Em relação à obra é um dos melhores exemplos da literatura portuguesa.
As descrições do cenário, da paisagem da cidade de Lisboa são motivos para que este livro seja um livro da minha vida.

Carlos da Maia, João da Ega e Maria Eduarda, entre outros, conduzir-nos-ão, com diletância e ironia, a espaços como o Hotel Central, o Tavares, a Baltreschi, o Grémio Literário, o São Carlos ou a Trindade. Este itinerário é ainda uma proposta para seguir alguns passos do escritor na capital e compreender os palcos oitocentistas de convívio, de conspiração e de romance, bem como os caminhos hesitantes da Lisboa oitocentista, ora vanguardista ora conservadora em http://passeiosliterarios.com/os-nossos-passeios/os-maias/

Os livros da minha vida I: “Canto e as armas”/Manuel Alegre

 
Na primeira feira do livro após o 25 de abril comprei este livro, tinha 13 anos, gostava de ler e escrever poesia, porque um dos poemas que se assemelhava a uma profecia sobre o 25 de Abril.

 
«Que o poema seja microfone e fale
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal».